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Que mundo pequeno!

Refugiados no Brasil?


Quando me perguntam como é o Brasil, encontrar uma resposta é extremamente difícil. Entre tantas características, o que eu deveria dizer? Por fim, acabo dizendo “o Brasil é um país de imigrantes”, que é a sua melhor característica, na minha opinião. Originalmente os indígenas viviam no Brasil, mas ao longo de 5 séculos, africanos trazidos como escravos e imigrantes europeus e asiáticos, entre outros, acabaram se reunindo neste grande país.

E até mesmo os refugiados, o assunto do momento, estão vindo em grande quantidade para o Brasil. Recentemente, quando ando pelas ruas da grande metrópole de São Paulo, onde moro, não é raro se deparar com africanos conversando em kikongo ou avistar mulheres sírias vestindo o hijab.

Visando conhecer um novo mundo sem sair da cidade, em 2016 comecei a fazer trabalho voluntário numa instituição que apoio a refugiados. Quando mais conhecia sobre o assunto, mais queria conhecer.

Então, em 2016 tive a oportunidade de participar pela primeira vez do 6º Festival Mundial Uchinanchu. Reencontrei vários amigos e parentes, que perguntavam “e agora, o que você está fazendo no Brasil?”.

Quando conversava com uma amiga que trabalha numa ONG e que, como eu, também tem interesse em questões sociais, perguntei-lhe: “em Okinawa tem refugiados?”. Ela respondeu: “Acho que não tem muitos... Mas a Associação para Refugiados do Japão vai ser outorgada com o Prêmio Okinawa da Paz. A cerimônia de premiação é depois de amanhã, quer ir comigo?”. Eu respondi: “Claro que eu quero”, dando graças a deus por ter perguntado a ela sobre o assunto.


Estamos todos conectados

Duas semanas depois, eu visitei a Associação para Refugiados do Japão, que fica em Tóquio, e conversei bastante com a moça que trabalha lá.

Vi que havia muitas coisas parecidas com o local em que trabalho, e muitas coisas diferentes também. Porém, percebi que, em qualquer país a vida como refugiado não é fácil. Infelizmente, tanto no Brasil, país marcado pela desigualdade social, quanto no Japão, país desenvolvido, é corrente a opinião de que “não temos condições de ajudar refugiados”.

Refugiados são aqueles que, por razões como guerras, conflitos, temor de perseguição pela raça, religião, entre outros, necessita se deslocar para proteger sua vida.

Fugindo de uma situação grave, deixam família e amigos, começar uma nova vida não é tarefa fácil. Pensando nos refugiados de hoje, lembro-me dos meus avós, que após viver as dificuldades da Batalha de Okinawa imigraram para o Brasil. Mudando-se para outro país, não tiveram escolha senão se acostumarem com o idioma e costumes desconhecidos.

Passados 50 anos, eles dizem com um sorriso: “que bom que viemos para o Brasil”. Pensando nos refugiados, nos imigrantes, nos meus avós e em mim, eu vejo que estamos todos conectados.
A história da humanidade é uma história de migrações e intercâmbio de culturas. Hoje, vivo no Brasil, estudo a cultura e história de Okinawa e trabalho com refugiados.

No dia a dia, de certa forma acabo tendo contato com Okinawa, Síria, Angola, Venezuela e outros, e aí eu percebo como o mundo é grande e diverso, mas ao mesmo tempo também pequeno - pois estamos todos próximos e conectados.

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